2 de dezembro de 2009

Mensanão

"Je ne te quitte pas"


Réu confesso da violação do painel de votações do Senado em 2001, José Roberto Arruda foi eleito governador do DF pelo DEM, depois de ser desfiliado do PSDB.
Em 2009, o filme parece se repetir.
Como os mensalões do PT e do PSDB, o mensalão do DEM parece destinado a ser cozido em banho-maria eleitoral. O DEM ameaça com a desfiliação. Arruda, com a língua nos dentes. Os aliados, em terra de Murici, pulam feito saci.
As imagens de Arruda e seus correligionários em incontido frenesi monetário já entraram para a "antologia Lunus". Para servir juntinho ao panetone de 2009.
Como a afetação de Roberto Jefferson em 2005, imagens viscerais. E compartilhando o mesmo ingrediente de vendetta de um ex-integrante do grupo - o voyeur que proporcionou aos cidadãos brasileiros conhecerem o destino de tantas tungadas.
No olho da câmera, o mensalão parece consolidado como prática política genérica da Nova República. Uma das mais sólidas, disseminadas e reiteradas instituições de nossos húmus políticos.
Novidade teremos se algum dos envolvidos "preventivamente cassados" não concorrer a cargo público ou se escorar nas gaiolas partidárias de 2010.
E se os albergues partidários fossem responsabilizados pelas ações de suas criaturas de todas as plumagens.
O DEM não pode dormir em paz. Como o PT. Como o PSDB.
O negócio é abrir o olho.
Aqui se paga, aqui se come.
Aqui ninguém dorme.
(CFG)

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